Auxilio a produção de mudas de hortaliças no inverno
Um grande desafio na produção de mudas de hortaliças no inverno é conseguir escalonar o plantio, pois com as baixas temperaturas, as sementes demoram a germinar, dificultando o planejamento da produção.
No meu caso, por exemplo, a rúcula, que normalmente demora até 10 dias para germinar, na época do inverno, quando as temperaturas estão abaixo de 15ºC, demora 20 dias ou mais para conseguir germinar. O alface, que demora até 7 dias nas outras épocas do ano, no inverno demora mais de 10 dias. Devido a estas incertezas de quando eu realmente teria as mudas prontas, minha produção escalonada de hortaliças ficava prejudicada, ficando as vezes semanas sem colheita.
Manta Térmica, usada para aquecer a sementeira
Uma alternativa prática para este desafio é usar uma manta térmica (conhecida também como tapete térmico), destas usadas em terrários e para aquecimento de répteis, sob a sementeira, ou sob uma estufa, a fim de aquecê-la, garantindo assim um ambiente com temperaturas mais altas, que propiciam uma germinação dentro do tempo esperado.
Detalhe da manta sob a estufa sementeira
Próximo passo do projeto será acrescentar um termostato a estufa, para garantir que a temperatura não fique acima da recomendada.
Cúrcuma (Curcuma longa), ou açafrão da terra, é uma planta anual, parente do
gengibre, que cresce bem em qualquer parte do nosso país.
Flor de Cúrcuma.
Após o florescimento, em meados do outono, as folhas da cúrcuma
começam a secar, sinal que a colheita dos rizomas pode começar.
Hastes da cúrcuma secas, indicando que é hora da colheita.
Se a terra for fofa, basta puxar as hastes que os
"dedinhos" saem inteiros da terra. No meu caso, a terra e bem
argilosa e, para remover os rizomas, após a remoção das hastes, umedeço a área com um regador e uso
um enxadão.
Como a cúrcuma se conserva melhor dentro da terra, só colho o que costumo
consumir. No fim da colheita, sempre deixo alguns "dedinhos" na terra, assim, no próximo ano,
terei cúrcuma brotando e crescendo no mesmo lugar.
Depois de colhidos os rizomas, remover a "pele"
deste sobre a água corrente, aproveitando para remover a terra também. Após
colhidos e lavados, os rizomas não costumam durar muito tempo fora da geladeira. Duram de 1 a 2
semanas. Para uma melhor conservação, coloque-os em um saco plástico, dentro da
geladeira. Assim eles duram até 2 meses. Porém, com o tempo vão perdendo a
umidade e vão murchando, mas ainda podem ser usados.
Outra opção (a que uso), é cortar os rizomas em rodelas e
congelar. Desse modo, vou retirando as rodelas, para usar em chás, arroz,
moqueca, etc... de acordo com que preciso. Conservados assim, duram de 5 a 6 meses.
Preparo dos rizomas para congelamento.
Se quiser fazer o pó de cúrcuma, basta lavar, fatiar e colocar para secar. Depois de seco, pilar, ou passar por um moedor de grãos (café),
ou ainda, passar por um liquidificador industrial.
Mais detalhes sobre colheita e conservação da cúrcuma no vídeo:
Como colher e extrair o polvilho e a farinha de araruta
No interior das Minas Gerais, é comum o dito popular: "toda araruta tem seu dia de mingau", que alude ao fato de tudo ter seu destino traçado.
Araruta (Maranta arundinacea)
Consegui meus primeiros rizomas de araruta, de certa forma, graças ao destino: em 2005, recebi uma publicação da Embrapa Agrobiologia com o título: Araruta: Resgate de um Cultivo Tradicional (publicação aqui).
Após ler a publicação, escrevi para a Fazendinha Agroecológica da
Embrapa, perguntando sobre onde conseguir rizomas de araruta para
cultivo. Para minha grata surpresa a Embrapa enviou-me 10 rizomas,
cobrando somente o envio.
Plantei de imediato todos os rizomas que recebi. Desde então, ano após ano, no fim do mês de abril, começo de maio, quando as temperaturas começam a baixar no Sul de Minas, meu cultivo principia o amarelamento das folhas e as hastes das touceiras começam a tombar. Com estes dois sinais, sei que é hora de tirar da terra os rizomas da araruta.
Limpa a área a ser colhida, com a remoção de todas as hastes, dá-lhe enxadão na terra. E os rizomas vão surgindo, brancos e cônicos-alongados, alguns inteiros, outros cortados pela lamina do enxadão. Deixo sempre alguns rizomas na terra, pois assim, na primavera, estes brotarão e darão origem a novas plantas. Com isso, garanto a colheita do próximo ano, sempre farta! 1 - Processamento 1.1. Após a colheita dos rizomas
a) Lavar os rizomas, em água corrente, para remover as "cascas" e a sujeira;
b) Cortar os rizomas e bater com água no liquidificador;
c) Coar, em pano limpo, "lavando" o bagaço, recolhendo a água da coagem em uma bacia. Nesta água está o polvilho. No bagaço, que fica no pano, está a farinha;
d) Bater o bagaço com água novamente;
e) Coar mais uma vez;
f) Reservar o bagaço;
Rizomas de araruta lavados
1.2 - O polvilho
Para separar o polvilho da água:
a) Deixar a água que foi coada, que estará bem escura, repousar por 2 horas. Durante esse período, todo o polvilho irá decantar e assentar no fundo da bacia;
b) Escorrer a água em um balde, delicadamente, de modo a agitá-la o mínimo possível, de forma a deixar o polvilho no fundo da bacia. Reservar a água que sobrou para regar as plantas (veja mais abaixo);
c) Repetir os passos a e b, quantas vezes for necessário, até a água sobre o polvilho ficar transparente;
Separado o polvilho, colocar para secar, sobre uma superfície limpa, cobrindo com um tule ou um voal. De tempos em tempos, revolver o polvilho, desfazendo os torrões para secarem por inteiro. Se o sol estiver forte, o polvilho estará seco em 2 dias.
Polvilho após a secagem ao sol
Seco, basta peneirar, em uma peneira de trama média e depois em uma peneira de trama fina. Outra opção, é peneirar e, posteriormente, bater o polvilho no liquidificador. Guardar em vasilha limpa, seca e bem fechada.
O polvilho de araruta, mais fino e delicado que os demais, presta a inúmeros preparados que, literalmente, derretem na boca, como mingau, bolos, brevidades e cremes. Sendo de fácil digestão e fácil capacidade de gelificação, características estas não presentes no polvilho de mandioca ou de milho.
1.3 - A farinha
Para extrair a farinha:
a) Secar o bagaço ao sol;
b) Passar o bagaço seco por uma peneira de trama média. Se você gostar de uma farinha mais fina, peneirar novamente em peneira de trama fina;
c) Torrar a farinha em uma panela, ou no forno, ao ponto que desejar, sem, no entanto, deixar queimá-la.
Guardar a farinha em vasilha limpa, seca e bem fechada.
A farinha pode ser usada em farofas e pirão. Seu rendimento é menor que o polvilho, por isso, é costume usar a farinha de araruta em conjunto com farinha de milho ou mandioca.
2 - Aproveitamento dos rejeitos
O que sobrou da colheita e do processamento da araruta pode ser aproveitado da seguinte maneira:
a) Hastes das touceiras: podem ser passadas por um triturador e usadas como cobertura de solo, preferencialmente no local onde os rizomas foram removidos;
b) Cascas dos rizomas: podem ser colocadas na composteira ou minhocário;
c) Água da lavagem do polvilho: Por ser rica em fósforo e outros nutrientes, podemos usá-la para regar nossas plantas, na proporção de 1 litro de água de polvilho para 9 litros de água limpa. Regar a base das plantas, de 20 em 20 dias.
Fibra restante do processo de extração da farinha
d) Fibra do processamento da farinha: colocar em algum canto protegido da horta, para que os passarinhos utilizem em seus ninhos, ou coloque na composteira ou minhocário.
Mais detalhes da colheita e extração do polvilho e farinha no vídeo abaixo:
No vídeo, para ir direto a extração do polvilho, clique aqui. Para ir direto a extração da farinha, clique aqui.
Existem mais de 250 variedades de Hibiscus pelo mundo a fora. Alguns meramente ornamentais, outros podem ser usados para fins medicinais e alimentícios.
Hoje, vamos falar um pouco sobre a variedade com o nome científico de Hibiscussabdariffa, conhecido popularmente como vinagreira, caruru-azedo, azedinha, rosela ou flor da Jamaica, ou ainda, simplesmente, hibisco.
Hibisco da variedade Hibiscus sabdariffa
Variedade muito pesquisada no mundo todo, devido a suas propriedades medicinais (contidas, principalmente, no cálice floral, sementes e raízes), e com várias utilidades culinárias.
Cultivo O hibisco é uma planta anual (regiões temperadas), ou bianual (em regiões quentes), que se propaga através de sementes. Para a produção de cálices, a semeadura deve ser feita em meados de outubro, pois a planta precisa de, pelo menos, 13 horas de luz diária (fotoperíodismo), em seu período vegetativo, para ter uma produção satisfatória de flores.
A planta gosta de solo com bom teor de matéria orgânica, bem drenado. Como nossa intenção é a produção de cálices, não é desejável um solo rico em nitrogênio, pois este encoraja o crescimento vegetativo e reduz a produção de flores. O uso de preparados de confrei (calda fermentada, como cobertura de solo, etc) é uma boa pedida, já que o potássio, contido nesses preparados, é elemento importante na formação das flores. A semeadura pode ser feito em bandejas, potes ou saquinhos, colocando-se até 2 sementes por célula, removendo a mais fraca, quando a mesma atingir 5 cm. Transplantar até duas mudas por berço, quando estas alcançarem de 7 a 10 cm.
Pode-se também semear direto no solo, colocando de 4 a 6 sementes por berço, fazer o desbaste das mudas, deixando até duas por berço, quando esta atingir 5 cm. O espaçamento recomendado é de 90 cm até 1,5 mt entre plantas, em linha, e de 1,5 mt até 3 mts entre as linhas.
As sementes de hibisco tem a casca dura, o que acaba dificultando a entrada de umidade na mesma, inibindo assim sua germinação. Para facilitar a entrada de umidade na semente, utilizamos o processo de escarificação manual a seguir: lixar uma das pontas arredondadas a semente, até remover uma pequena parte do revestimento preto da mesma, tomando cuidado para não ferir o embrião.
Onde lixar a semente de hibisco?
As sementes escarificadas começam a brotar de 10 a 15 dias, após o plantio. Se não escarificadas, o processo pode iniciar aos 30 ou mais dias.
Colheita e Processamento A floração do hibisco inicia-se quando os dias começam a ficar mais curtos, dependendo assim da
latitude do local do plantio. O meu cultivo, na latitude 22 S,
a floração inicia-se em fins de janeiro e os cálices estão prontos para
colheita em fins de fevereiro.
O ponto de colheita é quando os cálices atingirem de 4 a 6 cm de comprimento, com textura tenra e suas hastes firmes.
Quanto mais os cálices maduros são colhidos, mais longa será a vida da planta e, consequentemente, maior a produção anual de cálices. Quando os cálices não são colhidos (deixados no pé, até os mesmos amadurecerem e espalharem suas sementes pelo chão), a produção de flores da planta diminui, ou para, e a mesma perde sua vitalidade, diminuindo sua vida útil.
Colheita feita!
A colheita dos cálices pode ser feita de 15 em 15 dias, ou de 20 em 20 dias.
A planta interrompe a floração quando a temperatura atinge 15ºC. Se a temperatura permanecer abaixo de 10ºC, por mais de 4 dias, a planta pode morrer. Na minha região, a planta para de produzir por volta de junho/julho e logo morre. Em regiões mais quentes, a floração pode perdurar por, até, 6 meses após seu início.
Furador de coco facilita a remoção da cápsula de sementes de dentro do cálice.
O processamento dos cálices deve ser feito logo após a colheita, do contrário, os cálices podem mofar. Este processamento visa remover, de dentro dos cálices, a cápsula de sementes. A remoção é feita com a ajuda de um furador de coco, ou de um cano de antena, ou mesmo uma faca. As cápsulas são postas para secar ao sol, a fim de facilitar a remoção das sementes.
Cápsulas de sementes secando ao sol.
Os cálices devem ser deixados de molho, em água com água sanitária, por 15 minutos, antes de serem usados para fins medicinais ou culinários. Caso não for usar os cálices imediatamente, os mesmos devem ser secos, a sombra, por um período de 7 a 10 dias. Assim os mesmos podem ser armazenados por um período mais longos.
Mais detalhes sobre a colheita e processamento no vídeo abaixo:
Essa tiririca (Cyperus esculentus), conhecida popularmente como chufa (palavra em espanhol que significa amêndoa da terra), desenvolve um tubérculo subterrâneo, que é rico em proteínas, carboidratos e gorduras, de sabor divinamente agradável.
Considerada um superalimento, seu cultivo é muito simples, com uma ressalva importante: assim como as outras tiriricas, a chufa pode, com facilidade, se tornar uma infestante, pois a mesma cria uma intensa cadeia de raízes e pseudo-tubérculos subterrâneos, que são muito difíceis de eliminar, tornando a mesma uma "praga". Por isso, para evitar que a chufa torne-se um problema na nossa horta, recomendo o cultivo em vasos ou floreiras.
Como cultivar:
Para que os tubérculos da chufa se desenvolvam com facilidade,o substrato para o cultivo de ser de textura leve (terra fofa), mais para arenoso, mas capaz de reter umidade suficiente para o desenvolvimento das suas "batatinhas". Assim, após alguns teste, cheguei ao substrato abaixo:
- terra + composto de boa qualidade, em quantidades iguais;
- 2 vezes o volume da mistura acima, em areia.
Melhor época para o plantio é no final de agosto e começo de setembro, quando as noites ainda são amenas e os dias começam a ficar quentes.
Deixe as batatinhas de molho por 24 horas, em água, para facilitar o processo de brotação. Plante em seguida, de 5 a 10 cm de profundidade e aguarde os brotos surgirem.
Veja o vídeo para mais detalhes:
Quando a parte aérea (as folhas) da chufa estiverem secas, é hora de colher. Se você plantou as batatinhas no fim de agosto, a chufa deve secar em meados de março.
Tubérculos (batatinhas) colhidos.
Para colher, basta peneirar a terra dos vasos e separar as batatinhas. Depois, basta comê-las, fazer seu leite de chufa e aproveitar a farinha para misturar a massa de bolos ou pizza. Para conservá-la por mais tempo, seca-las ao sol.
Amora preta (Rubus fruticosus ou Rubus brasiliensis))
Infelizmente esta no fim a colheita da amora preta aqui no microfúndio urbano. Está planta de manejo simples, rustica, que necessita de quase nenhum defensivos agrícolas para o controle de pragas e doenças, produz muitos frutos bem maiores que a amora de árvore, com poupa suculenta e de sabor equilibrado entre o ácido e o adocicado.
Flores e frutos em vários estágios de maturação
A produção começou em no fim de setembro e agora, no início de dezembro, ainda vemos em alguns pés algumas flores e frutos verdes, misturados a frutos vermelhos e pretos, mas são poucos. Esses anos consegui acertar os tratos cultivares e a colheita foi farta. Dá-lhe suco de amora com gengibre, alem de geléia e cobertura para sorvete.
Colheita farta
Tenho aqui 3 variedades: 2 pés de Tupi, 2 de Brazos e 1 de Guarani, todos plantados na beira do muro/cerca.
Os tratos cultivares que levaram a uma boa colheita esse ano foram:
Junho/Julho: poda drástica, deixando apenas de 1 a 3 ramos principais saindo da terra e de 3 a 5 ramos secundários saindo dos ramos principais. Essa poda é necessária, pois as flores só nascem em ramos novos, que nunca produziram, alem de que, se a planta for muito grande, produzirá frutos pequenos.
Nessa mesma época, aplicação de adubo. Aqui usamos uma mistura de 10 litros de húmus de minhoca, 10 litros de esterco, 600 gramas de pó de rocha e 300 gramas de cinzas de madeira, para cada pé, e cobrimos essa mistura com cobertura morta.
1 mês depois da poda, tratamento/adubação foliar com calda viçosa. Pelo que pesquisei esse procedimento deveria ser feito com calda bordalesa, mas com a minha tinha acabado e eu tinha a mistura pronta da calda viçosa, e está nada mais é do que a bordalesa acrescida de sais de cobre, zinco, magnésio e boro, foi ela mesma.
Assim que surgirem os primeiros botões, adubação foliar com fonte de cálcio. Usei extrato de casca de ovo, sendo diluído 1 litro de extrato para 20 litros de água.
No fim do primeiro mês, após o surgimento das flores, adubação foliar com micro elementos. Aqui usamos AgroSrkill.
No início de fevereiro ou depois de colhidos todos os frutos, mais uma adubação sólida com a mesma fórmula usada em junho/julho acima.
Outras preocupações alem destes tratos cultivares, para manter a área limpa recomenda-se roçar e arrancar manual o mato ao redor da planta e não capinar. As raízes da amora preta são muito superficiais e qualquer corte nas raízes gera um novo broto da planta mãe, o que prejudica o desenvolvimento dos frutos. Caso surja algum broto, ele deve ser podado rente ao chão ou utilizado para gerar novas mudas.
Mês de outubro e novembro, primavera a todo vapor, e aqui no meu microfúndio urbano é tempo de muito trabalho e colheita farta.
Mês passado colhemos uma boa safra de grumixama (Eugenia brasiliensis), ou grumixaba, fruta genuinamente brasileira, natural da mata atlântica, parente próxima da pitanga, que esta mais para jabuticaba (uma prima distante). Fruta com sabor doce e uma leve acidez, os frutos da minha árvore são pretos (mais doces), mas existe variedade amarela (menos doces).
Seu cultivo é bem simples, basta manter a umidade nos primeiros meses após o plantio e depois é só manuntenção com bastante adubação organica.
Minha arvore foi plantada, via semente, a uns 4 anos e começou a produzir no ano passado. Esse ano a produção foi boa, colhi uns 6 litros de fruta madura, alem dos frutos comidos pelos pássaros e marimbondos.
Colheira de um dia
Mas... tive uma surpresinha em uma tarde em que fui colher algumas grumixamas maduras: as vespas resolveram fazer um ninho, bem escondido no meio da árvore, o que me rendeu algumas ferroadas. Sorte que são vespas bem pequenas e suas ferroadas lembram mais beliscões e não doem tanto.
Olha quanta vespa!!!
Infelizmente, nós aqui de casa devoramos todos os frutos in natura, não sobrando nenhuma para fazer geléia ou sorvete. No ano que vem, quem sabe, se a gula não for maior...
Sou da área de TI mas... apaixonado por agricultura urbana usando os princípios da agricultura viva. Apaixonado também pela história do Sul de Minas e minha terra. Fã de uma boa trilha ou uma simples caminhada junto a natureza.